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Nesse dia das crianças cuidado com...

O dia 12 de outubro se aproxima e com ele a expectativa de muitas crianças de um belo dia de comemorações e presentes. De fato, essa data é sempre muito festiva regrada a muitos presentes, brincadeiras, passeios, comidas, etc. Contudo, alerto a todos, especialmente aos pais, sobre o cuidado que devemos ter nesse dia tão especial. Neste Dia das Crianças cuidado com o Consumismo Infantil.

Nenhuma criança nasce consumista. O consumismo torna-se um hábito mental maquinado, característica mais visível da sociedade atual. Não importa o gênero, a faixa etária, a nacionalidade, a crença ou o status social, nossa sociedade é altamente consumista. Somos fortemente impactados por todos os meios de comunicação, em especial a televisão e a internet, na intenção de nos tornarem cada vez mais consumidores inconsequentes.

As crianças não estão isentas desse mal e consequentemente sofrem cada vez mais com os terríveis problemas relacionados ao sobejo na hora de comprar ou adquirir algo: obesidade infantil, erotização precoce, consumo precoce de tabaco, álcool e outras drogas, estresse familiar, banalização da agressividade e violência, egoísmo, jactância, etc. Assim sendo, o consumismo infantil é uma questão urgente, de extrema importância e interesse geral.

Não tenha dúvida que para o mercado a criança é uma poderosa máquina de consumo, pois consegue influenciar os pais com seu “jeitinho” de pedir as coisas. É o que está sendo chamado de “Kids Power” por pesquisadores e profissionais da área. Segundo a Pesquisa “Hábitos e Consumo das Crianças nos Shopping Centers” da Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação (Esamc), “quando as crianças estão em um Shopping Center, elas fazem bem mais do que transformar os corredores, lojas e escadas rolantes em um grande parque de diversões”.

Elas estão cada vez mais poderosas, têm opinião formada e sabem muito bem o que procuram. Não é à toa que quando entram em um shopping influenciam 50% das decisões de compra de famílias das classes “A e B”. Portanto, as crianças tornaram-se alvo importante para o mercado, pois além do que já foi dito, elas quando impactadas desde a infância tendem a ser mais fiéis a marcas e ao próprio hábito consumista que lhes é imposto.

Dessa forma, o consumismo infantil acaba se tornando um problema que vai além da educação escolar e doméstica. Crianças que aprendem a consumir desenvolvendo valores distorcidos tornam-se um problema de ordem ética, econômica e social. Por isso, nós que somos cristãos, pais ou não, devemos combater qualquer tipo de comunicação mercadológica dirigida às crianças com o intuito do consumismo inconsequente.

A infância deve ser preservada em sua essência como o tempo indispensável e fundamental para a formação do caráter. A palavra de Deus diz: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele". Provérbios 22.6.

Por isso, pais de plantão, antes mesmo de fazer as vontades de seus filhos e enche-los de presentes e outras coisas mais, instruam seus filhos para que sejam indivíduos conscientes e responsáveis, pois isso é a base de uma sociedade mais justa.

A qualidade de vida do seu filho não pode ser apenas um conceito a ser perseguido, mas uma prática a ser vivida. Aproveite o Dia das Crianças para curtir coisas simples, porém, importantes para a saúde familiar como passar o dia juntos na praia, no parque ou mesmo em casa, sem ter que gastar compulsivamente ou resumir a celebração ao ato de entregar presentes.

Fonte: Hospital da Alma via Sou da Promessa

Não há professor para o Dijap, e agora?

Por Virginia Ronchete David Perez

Ninguém quer dar aula pra criança, o que faremos?

Já me deparei algumas vezes com este tipo de questionamento. E minha maior surpresa não foi ouvir as frases acima, mas respostas como, por exemplo:

“Coloca qualquer pessoa, é só contar historinha mesmo.”

“Tem uma irmã que está chegando à igreja agora pede pra ela cuidar das crianças.”

“Coloca aquela menina maior.”

Espero, sinceramente, que a surpresa não seja apenas minha, afinal penso que realidades como estas sejam mais comuns do que imaginamos, mas não deixa de ser preocupante. Outro dia, fiquei espantada quando uma das professoras do Dijap me disse que iria viajar, mas que eu podia ficar tranquila, pois ela havia arrumado uma substituta. Ao me informar fiquei sabendo que a irmã substituta estava voltando aos caminhos do Senhor, que já havia dado aula em Dijap, mas não conseguia abandonar um determinado vício.

Queridos irmãos, a falta de atenção e zelo na hora de escolher os professores do Dijap é negligência da parte da igreja e liderança do Dijap.  Para afirmar isso, recorremos a Palavra de Deus. 

Em primeiro lugar, a Bíblia assegura que há diversos tipos de dons, e cada um recebe um ou alguns em especial. Entre os dons, há um específico para o ensino, ou seja, há pessoas dotadas de qualificação espiritual para ensinar (1 Co 12:28; Rm 12:7). Se Deus se encarregou de dar esta habilidade para pessoas específicas entendemos que não é qualquer pessoa que deve se responsabilizar pelo ensino. Nem todas as pessoas têm aptidão para esta imprescindível função.

Um segundo aspecto é quanto ao hábito de colocar novos convertidos nessa função, lembremos das orientações de Jesus em Mateus 28: 19-20. A instrução aos discípulos foi ensinar as pessoas a guardar tudo o que ele havia ordenado. Então fica claro que aos novos convertidos foi reservada a função de aluno e não professor. Já que o mestre deve ser uma pessoa preparada, isto é, versada na Palavra para instruir os irmãos acerca das verdades doutrinárias. Esta verdade também pode ser entendida em relação às pessoas mais novas, que ainda não tem maturidade espiritual, nem emocional para o ensino. Talvez uma iniciativa interessante seja treiná-los para serem futuros professores, lembrando que um bom professor nunca deve deixar de estudar para cada vez ensinar melhor e com mais conteúdo.

Em terceiro e último lugar, analisemos a importância desta função: “Sejam bons administradores dos diferentes dons que receberam de Deus. Que cada um use o seu próprio dom para o bem dos outros” (1 Pe 4:10-NTLH).    Veja, é responsabilidade de cada cristão usar o dom que recebeu de Deus da melhor forma possível. Agora especificamente aos professores: “... não sejam muitos de vocês mestres, pois vocês sabem que nós, os que ensinamos, seremos julgados com maior rigor” (Tg 3:1-NVI). Ensinar é uma tarefa que exige muita seriedade, pois é preciso que o professor compartilhe de forma correta a Palavra do Senhor e que tenha um comportamento à altura do que prega. Ou seja, o ensino não deve ser destituído da prática.

Pense nos danos que um professor despreparado pode causar aos seus alunos? Ou mesmo, imagine um professor que ensina segundo a expressão: “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”? Compreenderam a seriedade?

Professores, não desanimem de ensinar a Palavra de Deus. Use seu dom como um presente ganho de Deus, e aperfeiçoe-se neste maravilhoso ministério. Faça um compromisso de ser totalmente bíblico, tanto na sua postura quanto nos seus ensinos.

Líderes de Dijap e da Igreja, procurem pessoas versadas na Palavra de Deus, que apliquem na prática da sua vida cristã os ensinamentos obtidos pelo estudo e meditação bíblica. Afinal ensinar crianças não é uma tarefa simples, mas exige preparo, disposição e responsabilidade.

Diretor de Dijap, ore e peça direcionamento divino para selecionar os professores adequados para ensinar as crianças e os adolescentes de sua igreja. Dedique-se também em auxiliá-los a aprimorar suas aulas, tanto fornecendo materiais necessários à aula, como cursos, e sugestão de livros, etc.

Se o nosso desejo, como corpo de Cristo, é que a igreja cresça em todos os sentidos, precisamos em primeiro lugar, nos preocuparmos com a qualidade do ensino que tem sido oferecido às crianças.


Via Sou da Promessa

PROFESSORES BRILHANTES - Material para o DIJAP

IGREJA ADVENTISTA DA PROMESSA
DIJAP – DEPARTAMENTO INFANTO-JUVENIL
OFICINA PARA PROFESSORES
TEMA: NÃO BASTA SER UM BOM PROFESSOR,
VOCÊ PODE SER BRILHANTE!



I.    A ESCOLA BÍBLICA DOS NOSSOS SONHOS

A escola bíblica dos nossos sonhos molda vidas para a eternidade.  Sonhamos com crianças convertidas a Jesus Cristo sendo transformadas em adultos compromissados com a Palavra.
O educador, psicólogo e psiquiatra Augusto Cury sugere técnicas que aplicadas em nossas salas de aula, poderá nos indicar o caminho desta escola tão sonhada.  Estas técnicas objetivam a educação da emoção, a educação da auto – estima, o desenvolvimento da solidariedade, da tolerância, da segurança, do raciocínio esquemático, da capacidade de gerenciar os pensamentos nos focos de tensão, da habilidade de trabalhar perdas e frustrações e acima de tudo, leva – las a conhecer o Salvador do mundo: Jesus Cristo.

II.    TÉCNICAS

1.    MÚSICA AMBIENTE EM SALA DE AULA
O objetivo desta técnica é desacelerar o pensamento, aliviar a ansiedade, melhorar a concentração, desenvolver o prazer de aprender, educar a emoção. 
A música ambiente deve ser suave, o volume deve ser moderado.  Os efeitos são relaxantes tanto para os alunos como para os professores.
    A sociedade atual vive um grande problema, identificado pelos psicólogos e psiquiatras            como a síndrome do pensamento acelerado: SPA.  Este problema é gerado pelo excesso de informação recebida.  Hoje com radio, TV, Internet, videogame, o pensamento dos alunos vai a mil por hora.  Para adultos já é difícil suportar a fadiga, a ansiedade e a inquietação de ficar sentados, inertes, e, ainda por cima, tendo como paisagem à sua frente a nuca dos seus colegas de classe?  Para não explodir de ansiedade, eles tumultuarão o ambiente, terão conversas paralelas, mexerão com seus amigos.  È uma questão de sobrevivência.

2.    SENTAR EM CÍRCULO OU EM    U
O objetivo desta técnica é desenvolver a segurança, promover a educação participativa, melhorar a concentração, diminuir conflitos em sala de aula, diminuir conversas paralelas. 
Apesar de parecer tão inofensivo enfileirar os alunos um atrás do outro na sala de aula, esta disposição é lesiva, produz distrações e obstrui a inteligência.  O enfileiramento dos alunos destrói a espontaneidade e a segurança para expor idéias.  Gera um conflito caracterizado por medo e inibição.
A educação deve ser participativa.  Sentados em circulo ou em U, eles verão os rostos uns dos outros.  O clima da classe fica agradável e a interação social dá um grande salto.

3.    A ARTE DA INTERROGAÇÃO
O objetivo desta técnica é aliviar a SPA, reacender a motivação, desenvolver o questionamento, enriquecer a interpretação de textos e enunciados, abrir as janelas da inteligência.
Os professores devem aprender a questionar criativamente o conhecimento que expõem.  As palavras “Por quê?”,  “Como?”, “Onde?”, “Qual a importância disso?”  devem fazer parte da rotina da aula.
A exposição interrogada gera a dúvida, a dúvida gera o estresse positivo, e este estresse abre as janelas da inteligência.  A exposição interrogada conquista primeiro o território da emoção, depois o palco da lógica, e em terceiro lugar, o solo da memória.  Os alunos ficam supermotivados, se tornam questionadores, e não uma massa de pessoas manipuladas pela mídia e pelo sistema.
A exposição interrogada transforma a informação em conhecimento, e o conhecimento, em experiência.  O melhor professor não é o mais eloqüente, mas o que mais instiga e estimula a inteligência.
Treine fazer pelo menos dez interrogações a cada aula.  Não pense que isto é tão simples, exige  muita disciplina do professor no preparo das aulas.

4.    A ARTE DA PERGUNTA
O objetivo desta técnica é desenvolver a consciência crítica, promover o debate de idéias, estimular a educação participativa, superar a insegurança, debelar a timidez, melhorar a concentração.
Em qual época é mais fácil aprender?  Na infância!   Por quê?  Porque ela é a fase em que mais perguntamos e abrimos as janelas da nossa mente.  As crianças aprendem línguas com facilidade, não apenas porque estão menos entulhadas de informações na memória, mas porque são perguntadoras.  Interagem mais.
Quando uma pessoa pára de perguntar, ela pára de aprender,  e conseqüentemente pára de crescer.
Um professor brilhante deve fazer pelo menos dez perguntas para os alunos durante o tempo de uma aula.

5.    SER CONTADOR DE HISTÓRIAS
O objetivo desta técnica é desenvolver criatividade, educar a emoção, estimular a sabedoria, expandir a capacidade de solução em situações de tensão, enriquecer a socialização.
Educar é contar histórias.  Contar histórias é transformar a vida na brincadeira mais séria da sociedade.  A vida tem perdas e problemas, mas deve ser vivida com otimismo, esperança e alegria.
O mundo é sério e frio demais.  As notícias diárias denunciam crimes, desgraças, mortes, infortúnios.  Toda esta avalanche de notícias ruins é arquivada na memória, gerando cadeias de pensamentos que tornam a vida triste, ansiosa e sem entusiasmo.  Precisamos contar histórias.
Para contar histórias é necessário exercitar uma voz flutuante, teatralizada, que muda de tom durante a exposição.  É preciso produzir gestos e reações capazes de expressar o que queremos transmitir.
Contar histórias também é psicoterapêutico.  Sabe qual a melhor maneira de resolver conflitos em sala de aula?  Não é agredir, dar gritos estridentes ou fazer um sermão.  Estes métodos são usados desde a idade da pedra e não funcionam.  Mas contar histórias leva o aluno a pensar, estimula a análise.
As crianças poderão esquecer das suas críticas e regras, mas não esquecerão das suas histórias.

6.    HUMANIZAR O CONHECIMENTO
O objetivo desta técnica é estimular a ousadia, promover a perspicácia, cultivar a criatividade, incentivar a sabedoria, expandir a capacidade crítica, formar pensadores.
O professor da escola bíblica não deve apenas transmitir conhecimentos.  As histórias bíblicas são reais, verídicas.  Os personagens realmente existiram e como todo ser humano, tiveram dificuldades, sentiram frio, fome, sede, etc.  É preciso dar vida a estes personagens. È preciso humaniza – los.  Os estatutos, mandamentos e preceitos bíblicos levam o ser humano a ser melhor.  E se sou seguidor de Cristo devo pratica – los.  

7.    HUMANIZAR O PROFESSOR: CRUZAR SUA HISTÓRIA
O objetivo desta técnica é desenvolver a socialização, estimular a afetividade, construir ponte produtiva nas relações sociais, estimular a sabedoria, superar conflitos, valorizar o “ser”.
Vivemos tempos difíceis onde pais e filhos não tem tempo para conversar.  Quando sobra tempo sentam – se diante da TV.  E na igreja?  Os professores e alunos dividem o espaço de uma sala, mas não se conhecem.  Passam um tempo juntos, mas são estranhos uns para os outros.  Que tipo de educação é este que despreza a emoção e nega a história existencial?
Os computadores podem informar os alunos, mas apenas os professores são capazes de formá – los.  Somente eles podem estimular a criatividade, a superação de conflitos, o encanto pela existência, a educação para a paz, para o consumo, para o exercício dos direitos humanos.
Conte sua história, deixe os alunos participarem da sua vida. 

8.    ELOGIAR ANTES DE CRITICAR
O objetivo desta técnica é educar a emoção e a auto-estima, vacinar contra a discriminação, promover a solidariedade, resolver conflitos em sala de aula, filtrar estímulos estressantes, trabalhar perdas e frustrações.
O elogio alivia as feridas da alma, educa a emoção e a auto-estima.  Elogiar é encorajar e realçar as características positivas.
Como ajudar um aluno que falhou, agrediu, teve reações inadmissíveis?  Um dos maiores segredos é usar a técnica do elogiar – criticar.  Primeiro, elogie algumas características dele.  O elogio estimula o prazer, e o prazer abre as janelas da memória.  Momentos depois, você pode criticá-lo e levá-lo a refletir sobre sua falha.
Criticar sem antes elogiar obstrui a inteligência, leva o jovem a reagir por instinto, como um animal ameaçado.
Ser educador é ser promotor de auto – estima.

9.    GERENCIAR OS PENSAMENTOS E AS EMOÇÕES
O objetivo desta técnica é resgatar a liderança do eu, resolver a SPA, prevenir conflitos, proteger os solos da memória, promover a segurança, desenvolver espírito empreendedor, proteger a emoção nos focos de tensão.
Os professores brilhantes devem ensinar suas crianças e adolescentes a criticar suas próprias idéias negativas, a virar a mesa contra seus medos, a enfrentar as suas mágoas e timidez.
Já é tempo de produzirmos autores e não vítimas da própria história. 

10.     PARTICIPAR DE PROJETOS SOCIAIS
O objetivo desta técnica é desenvolver a responsabilidade social, promover a cidadania, cultivar a solidariedade, expandir a capacidade de trabalhar em equipe, trabalhar os temas transversais: a educação para a saúde, para a paz, para os direitos humanos.


Nota: estas 10 técnicas pedagógicas são de autoria de Augusto Cury, encontram – se no livro do autor “Pais brilhantes – Professores fascinantes” – Editora Sextante.

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